É engraçado você passar anos da sua vida sendo você mesma, sem medo nenhum de ser feliz, nem com pretensão de agradar ninguém. Até que percebe o quanto o mundo (e as crianças) são cruéis.
O tempo passa e os xingamentos
viram constantes e os elogios, quase nulos. Isso machuca imensamente. Até
quando não tem mais condição de viver assim e internamente fabrica uma mascara, nem bonita e nem feia,
apenas que esconda todos os seus
defeitos e inseguranças, que te deixe auto confiante e até um pouco rude,
confesso.
No
começo ela incomoda, é difícil sustentá-la por muito tempo. Mas depois, parece
que sempre esteve lá, e você nem chega a se lembrar de como era antes dela.
Mas em certo
momento, ela acaba caindo e você percebe o quão frágil, pequeno, vulnerável e
sozinho é; isso dói, dói, dói de uma tal forma que parece que essa dor jamais
vai passar... ai em algum lugar no meio disso tudo, dá um clique e te faz
lembrar que pra dor parar, basta colocar a mascara de novo. Você a coloca, e
dessa vez bem amarrada para pelo menos demorar bem mais pra sair. E magicamente
a dor para. E lá está você inteiro novamente.
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